Amor que alimenta: HGWA apoia mães que seguem amamentando na volta ao trabalho
Conciliar o retorno ao trabalho com a amamentação ainda é um desafio para muitas mães. No Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), em Fortaleza, essa realidade começa a mudar com uma iniciativa simples e significativa: uma sala de ordenha pensada para oferecer conforto, privacidade e apoio às profissionais. Mais do que um espaço físico, a sala representa acolhimento e respeito às escolhas das mães, que podem seguir amamentando sem abrir mão da rotina profissional.
A iniciativa faz parte do compromisso do hospital com a saúde integral de suas profissionais e com o incentivo ao aleitamento materno, prática reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como essencial para a saúde do bebê e da mãe. O espaço garante que as mães possam realizar a ordenha com privacidade e tranquilidade durante o turno de trabalho, preservando a produção de leite e o vínculo afetivo com o bebê, mesmo à distância.
Carolina Goes, nutricionista do HGWA, é um exemplo de como o suporte institucional transforma a experiência da maternidade. Mãe de primeira viagem do pequeno André, hoje com 1 ano e 1 mês, ela começou a utilizar a sala meses após retornar ao trabalho, período em que o filho já havia iniciado a introdução alimentar, mas sem interromper o aleitamento materno. “Mesmo após a introdução alimentar, ele continua mamando, e a sala foi muito importante para que eu pudesse ordenhar”, conta.

Para a nutricionista, o espaço significou mais do que conveniência. “Minha experiência foi muito positiva, porque a sala me trouxe acolhimento, privacidade e tranquilidade para manter a amamentação, mesmo estando longe do meu filho por algumas horas. “Saber que o hospital oferece esse suporte faz toda a diferença para mães que desejam continuar amamentando após o retorno ao trabalho”, afirma.
Um momento ficou marcado em sua memória: a percepção de que, mesmo com a rotina acelerada de um hospital, conseguia seguir oferecendo leite humano ao filho. “Isso me trouxe um sentimento de alívio e felicidade, porque a amamentação é algo muito importante para mim”, relembra.
A experiência positiva foi além do próprio filho. Com o leite ordenhado em excesso, Carolina realizou doações ao posto de coleta do próprio hospital, um gesto que beneficia bebês internados que precisam de leite materno e não têm acesso. “Foi uma experiência muito gratificante poder ajudar outros bebês por meio desse gesto. Espero continuar doando o leite”, diz ela.
Mãe de primeira viagem, Carolina reflete sobre o quanto a maternidade mudou sua vida. “Hoje, o André já está com 1 ano e 1 mês, e continuar vivendo a amamentação nessa fase me faz refletir sobre o quanto a maternidade mudou minha vida e me ensinou sobre amor em uma dimensão que eu ainda não conhecia. Apesar do cansaço e dos desafios, sinto-me profundamente grata por viver essa fase e por poder nutrir meu filho”, conclui.