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Projeto Sala de Leitura
O projeto Sala de Leitura do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) – Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA)
foi criado objetivando desenvolver a cultura e criar o hábito
de leitura entre os funcionários, acompanhantes e pacientes
do hospital, tendo o patrocínio da White
Martins, o apoio do Grupo Editorial Record e a realização
do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento.
Agora vamos conhecer um pouco sobre Gerardo de Mello Mourão,
nosso homenageado da Sala de Leitura.
Biografia de Gerardo Mello Mourão
Considerado por Carlos Drummond de Andrade “ o grande poeta brasileiro “
e por Hélio Pellegrino “ o nosso Dante “, Gerardo
Mello Mourão, 81 anos, há quase 6 décadas se
dedica à literatura.
Com 12 livros publicados, Mourão é reconhecido internacionalmente
como grande poeta e teve duas de suas obras - “ O Valete de Espadas
“ e “ O País dos Mourões “- vertidas
para outos idiomas. O “ Valete de Espadas “ foi a obra
mais traduzida, com versões para alemão, francês,
espanhol e iugoslavo.
Nasceu em Ipueiras, Ceará, no pé da Serra da Ibiapaba. Viveu
parte da infância em Crateús. Depois exilou-se em Ipiabas,
município de Valença, estado do Rio, onde aos 11 anos
terminou sua infância, pois nesta idade, já era um adolescente,
quando se tranferiu para o seminário São Clemente,
em Minas Gerais. Ali permaneceu 6 anos, quando os superiores lhe permitiram
voltar ao Ceará, para despedir-se definitivamente da família.
Porém abandonou o convento em 1935, poucos meses antes de proferir
os votos religiosos. Começou a estudar Direito, mas abandonou
em tempo. Foi professor em vários colégios do Rio. Escreveu
ainda em jornais. Sabe 9 línguas, inclusive o grego e o latim.
Faz poesia desde menino e ainda hoje guarda 60 e tantos cadernos de
poesia escrita na meninice e adolescência.
Radicou-se a tempos no Rio de Janeiro, onde construiu sua obra. Nos
anos 60 enveredou pela política e cumpria mandato de deputado
pelo PTB até ser cassado em 1964.
Entre 1942 e 1948, anos de cárcere no presídio político,
na Ilha Grande, escreve um diário (inédito), escreve
o romance “ Valete de Espadas “ e um livro de dez elegias
intitulado, “ Cabo das Tormentas “. Na mudança
de um cárcere para outro, foram confiscados estas obras. Lutou
durante anos para reavê-los. Um dia, o poeta é chamado
para receber na prisão os cumprimentos do seu velho professor,
o então ministro Nelson Hungria e foi graças a ele,
ao desembargador Narcélio Queiroz e ao general Adauto Esmeraldo
que conseguiu de volta seus 3 livros. Assim como os nomes dos que
destroem os livros devem ser esquecidos, os dos que o salvam, devem
ser lembrados.
Tendo pisado o chão de 4 continentes, o país no qual viveu
mais longamente, fora do Brasil , foi o Chile, onde deu aula na Universidade
Católica de Valparaíso.
Em 1966 : representa o Brasil no Congresso Interamericano de escritores,
reunido em Arica, Chile e Tacna, Peru, onde foi um dos cinco conferencistas
designados pela Assembléia, falando sobre o “ Destino
poético da cultura nas Américas “.
Em 1972 : recebe o prêmio nacional de poesia, conferido pela
Associação dos Críticos de São Paulo (Prêmio
Mário de Andrade)
Em 1979 : tem seu nome indicado para o prêmio nobel de Literatura
pela Universidade do estado de New York, cujo departamento de estudos
americanos, fez a inscrição de seu nome na academia
sueca. Diversas universidades brasileiras e estrangeiras subscreveram
a indicação.
Tendo sempre rejeitado, por princípio, quaisquer títulos acadêmicos,
aceitou com ternura o título de membro benemérito da
Academia de Letras do Piauí.
Prosseguiu fazendo viagens que originariam “ Invenção
do Mar “ , seu último lançamento, em fevereiro
de 1998.
A parte final dessas viagens incluiu a Ásia, para onde Gerardo
seguira na condição de correspondente da Folha de São
Paulo. Em seu apartamento, em Copacabana possui uma biblioteca com mais
de 20 mil volumes .
Considerado por críticos e grandes nomes da literatura como
um dos mais importantes poetas brasileiros, em “ Invenção
do mar “, Mourão descreve, tal como uma epopéia,
o descobrimento do Brasil e presta homenagens aos portugueses.
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