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Dr. Waldemar Alcântara (1912-1990):
Médico fundador,
professor e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal
do Ceará.
Filho
de Raimundo Silva e Luíza Alcântara, nasce a 12 de abril
de 1912 em São Gonçalo estado do Ceará, José
Waldemar Alcântara, o seio de tradicional família
local.
Temperamento introvertido, menino compenetrado e estudioso. Cursou Escola
Pública do Arraial da Lagoinha em São Gonçalo
e depois o Liceu do Ceará em Fortaleza.
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Fez
o curso de Medicina na Bahia e em 1939 casa-se com sua prima Dolores
Alcântara. Médico do interior na cidade de Quixadá
- CE, nomeado pelo interventor Menezes Pimentel em 14 de dezembro
Chefe do Posto de Saúde do município de Quixadá.
Depois Chefe do Centro de Saúde de Fortaleza, quando era diretor
do Departamento Estadual de Saúde (1940-45) o pesquisador Dr.
Joaquim Eduardo de Alencar.
Foi
secretário de educação e saúde do Governo
Raul Barbosa em 1951, quando construiu hospitais regionais, colocou
em funcionamento o Hospital de Maracanaú e dirigiu a campanha
nacional contra a tuberculose no Ceará.
Depois
foi à luta para criação da Faculdade de Medicina
onde o núcleo era constituído pelos médicos Jurandir
Picanço, Waldemar Alcântara, Walter Cantídio,
José Carlos Ribeiro e Newton Gonçalves. Waldemar abriu
mão do mandato de deputado estadual (57/60) para assumir a
direção da Faculdade de Medicina em 07 fevereiro 1957,
consolidando seu reconhecimento federal, onde foi decisiva sua atuação
e de Paulo Sarasate junto ao próprio presidente Jucelino Kubitscheck.
De 1963 a 1965 foi secretário de Saúde do Governo Virgílio
Távora. Na criação do Instituto do Câncer
esteve ao lado de Walter Cantídio, Newton Gonçalves
e Haroldo Juaçaba.
Introduzido na política pelo tio e sogro, Adelino Alcântara,
vinculado as correntes lideradas por Menezes Pimentel e José
Martins Rodrigues. O perfil de Waldemar Alcântara emoldura o
comportamento dessa liderança, que evolui a partir do Estado
Novo de Getúlio Vargas e desemboca na redemocratização
do pós-guerra sob a legenda do PSD – Partido Social Democrático.
Foi deputado estadual constituinte de 1947, presidiu o Conselho de
Contas dos Municípios, foi diretor do Banco do Nordeste, deputado
federal, governador do estado do Ceará e senador da república.
Presidiu a ARENA e depois o PDS. Homem sério, digno, honesto,
fiel e leal como chefe partidário, sem subterfúgios,
de posições claras, mas mantendo sempre o devido respeito
aos que ativavam as esquerdas. Não deixava papel sobre sua
a mesa. Assunto que chegava era logo despachado a quem de direito.
Católico convicto e devotado, confortado pela sua fé
religiosa, deixa a vida e entra para a história do Ceará,
no alvorecer do dia 10 de dezembro de 1990, num leito da Casa de Saúde
São Raimundo, ao lado da esposa Dona Dolores, dos filhos, e
alguns amigos.
Waldemar Alcântara soube viver sua época. Na vida
político-partidária a fidelidade e a lealdade acima
de tudo. Na medicina praticou o humanismos ilimitado. Nas atividades
administrativas preservou a competência da equipe, acima das
ideologias pessoais. A vocação maior a Medicina, a Política
o caminho mais largo para cumprir muitas tarefas de caráter
social, principalmente no campo da saúde, usando como arma
o tino administrativo, habilidade para coordenar planos, trabalhar
nos bastidores, sem aparecer desnecessariamente para no momento adequado
participar de projetos capazes de atingir os objetivos desejados.
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