Fazendo a Diferença na Região

Atendimento na UTI Adulto do HRN é referência para a Zona Norte do Ceará

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A Unidade de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Regional Norte iniciou as suas atividades no dia 30 de abril de 2013. Desde então, os profissionais realizam um trabalho de excelência na assistência à saúde, sendo referência na macrorregião Norte do Estado. A UTI Adulto possui 20 leitos de internação, com equipamentos de alta densidade tecnológica, para auxiliar no melhor atendimento aos pacientes. Até o mês de junho de 2017 já passaram pela unidade 2.644 pacientes.

A UTI Adulto do HRN recebe pacientes graves que estejam em estado crítico e que necessitem de intervenções de suporte à vida ou de monitorização contínua em cuidados intensivos, tendo como suporte algumas especialidades: cardiologia, pneumologia, gastroenterologia, reumatologia, nutrologia, nefrologia, endoscopia digestiva, cirurgia vascular, neurocirurgia, cirurgia torácica e cirurgia geral.

O setor atende Sobral, distritos e municípios circunvizinhos como: Forquilha, Massapê, Santana do Acaraú, Meruoca, Alcântaras, Coreaú, Cariré, além de toda a Macrorregião do Litoral Norte, Litoral Oeste, Vale do Curu, Serra da Ibiapaba e Sertão de Crateús. Chega a receber ainda pacientes de Fortaleza e de outras regiões do Estado, através da Central de Regulação do Estado, para atender demanda especializada em pós operatórios de neurocirurgias.

UTI deve ter significado de vida

Existe um mito na população de que a Unidade de Terapia Intensiva é um lugar frio onde os pacientes se internam quando não há mais o que ser feito, estando o indivíduo destinado à morte. O coordenador médico da UTI Adulto do Hospital Regional Norte, Dr. Diego Levi, desmistifica essa questão que algumas pessoas carregam.

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"Se a pessoa apresenta critérios de internação em UTI é porque existe uma probabilidade de recuperação da saúde, sem qualquer espécie de limitação de suporte terapêutico. Nós utilizamos todo um sistema de recursos humanos e estruturais de forma intensiva, ou seja, continuamente, por isso existe a especialidade medicina intensiva. O paciente é avaliado criteriosamente por uma equipe multiprofissional capacitada e habilitada na área. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem e gestores. O paciente é avaliado por mais de um médico, várias vezes durante o dia. E se for preciso também consultamos outros especialistas do HRN", destaca Dr. Diego Levi.

O coordenador ressalta que a unidade dispõe de uma infraestrutura que possibilita a realização de pequenas cirurgias e procedimentos invasivos, como: traqueostomia, broncoscopia, intubação orotraqueal, hemodiálise, endoscopia digestiva, colonoscopia, drenagem torácica, monitorização hemodinâmica e etc. O desfecho clínico na maioria dos atendimentos é satisfatório. "Porém, a vida tem a sua finitude. Existe pacientes que chegam em estado grave, apresentando algumas doenças crônicas em estágio avançado de deterioração, com múltiplas complicações e que não podem ter suas doenças tratadas de forma definitiva. Nestes casos realizamos uma avaliação detalhada do prognóstico, acolhemos a família, explicamos o contexto e oferecemos um cuidado diferenciado com visitas familiares estendidas, controle rigoroso da dor e de sintomas objetivando o conforto do paciente e o respeito a dor dos familiares, pois entendemos que a vida tem sua finitude e que mesmo com uma UTI altamente equipada, devemos respeitar o curso natural da vida, de acordo com os princípios espirituais de cada paciente", conclui Diego.

Atendimento humanizado

O atendimento do psicólogo na UTI é voltado tanto para o paciente, quanto para os familiares que visitam seus entes. "O ambiente de UTI muitas vezes é aversivo para os pacientes, principalmente, pela a sua condição clínica, por estarem privados de exercerem a sua autonomia e a mudança de rotina provocada pela enfermidade. Então tudo isso interfere bastante em como esse paciente se vê, e como ele vive o processo de hospitalização", ressalta a coordenadora de psicologia do Hospital Regional Norte, Raiza Souza.

O trabalho junto aos familiares tem o intuito de acolher a família, de ter a sensibilidade de ouvi-los."Sabemos que é um momento de muito sofrimento para a família que tem um paciente dentro de um ambiente de terapia intensiva, até pela percepção que a maioria das pessoas têm do que é estar na UTI. Para muitas famílias significa um processo de adoecimento muito severo e sinaliza a possibilidade de perda. Por isso que trabalhamos com eles de como é ter um paciente aqui dentro, de como estão vivenciando o processo de hospitalização, tendo em vista como é que um paciente de UTI é visto fora daqui", destacou Raiza.

Desta forma destacamos os serviços prestados pela equipe multiprofissional da UTI do HRN, através dos agradecimentos de pacientes que tiveram sua saúde reestabelecida. "Gostaria de agradecer a delicadeza de todos que fazem a UTI do HRN. Na oportunidade parabenizo a todos pela humanidade e sensibilização. O Hospital é muito bem estruturado e a UTI com um excelente padrão" elogia Gorete Macedo.

 

 

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